CHANGE! AMARANTE, UMA CIDADE EM MUDANÇA...
Publicado por: Cercimarante Em: 06 de Março de 2018

CHANGE! AMARANTE, UMA CIDADE EM MUDANÇA...

O artigo que se segue foi escrito pela educadora social e colaboradora da Cercimarante, Daniela Teixeira, que representa a Cooperativa no grupo de suporte local de Amarante do projeto Internacional “Change!”, juntamente com mais onze entidades, promovido pela Câmara Municipal de Amarante. As linhas que redigiu expõem a sua visão deste projeto, enquanto membro, e as potencialidades do mesmo.
De salientar que, este artigo mereceu um elogio do líder internacional do Projeto Change!
Ora leia!

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 CHANGE! AMARANTE, UMA CIDADE EM MUDANÇA...

"Existem três tipos de pessoas. As que fazem as coisas acontecer, as que ficam vendo as coisas acontecer e as que se perguntam: O que aconteceu?" (Philip Kotler)

Acredito neste projeto, na sua metodologia e no seu propósito. Acredito que cada vez mais temos de agir, temos que ser os impulsionadores e fazer as coisas acontecerem. Acredito que este ULG vai crescer, em tamanho e forma e que a participação das pessoas na vida cívica, social e política vai passar de pouca e estranha, a natural. Temos os meios, temos as ferramentas, temos o espírito e a vontade. Acredito que Amarante já está a mudar.

Esta jornada, apenas iniciada e ainda longa, tem exigido, por um lado, um processo constante de reflexão, individual e profissional, e, por outro, crescimento e mudança.
Convivemos com mecanismos involuntários de “controlo social” que não deixam alternativa aos cidadãos, a não ser “escolher” ficar dependentes dos serviços do estado providência. O grande desafio deste projeto CHANGE é contrariar esta dependência tão satisfatória e confortável para alguns cidadãos e conseguirmos construir serviços sociais públicos colaborativos, com a efetiva participação dos cidadãos. E a grande premissa é esta! CHANGE! Repensar a estrutura… Criar mecanismos de reflexão… analisar, diagnosticar e auditarmos o concelho… percebermos porque os serviços trabalham para as pessoas e não com as pessoas e… mudar! Mudar mentalidades, formas de trabalhar. Tirar as pessoas da sua zona de conforto e fazê-las refletir sobre o seu papel, o seu contributo para o seu projeto de vida, a sua responsabilidade individual e comprometimento social. É permitir que participem, que saiam (e o queiram fazer) do seu estado passivo para serem ativos aquando recorrem ou solicitam um serviço, é desbloquear os acessos à informação, ao conhecimento, ao desenvolvimento de habilidades e promover a autodeterminação.Ao criarem uma estrutura capaz de alterar estereótipos, muitos deles entre os próprios técnicos do concelho, pensamentos e sentimentos enraizados, estão lançados os alicerces de novas formas de olhar problemas, que constituirão o mote para a maior facilidade com que os mesmos serão ultrapassados, contribuindo para o início de novas formas de pensar as soluções.
Em todo o trabalho já criado em sede de ULG pretendemos o surgimento/crescimento da compreensão crítica sobre o contexto e as relações sociopolíticas, autoconfiança e disponibilidade para querer e acreditar e o desejo de ser ativo e de exercer influência sobre o meio envolvente. Trabalhamos para que as organizações sejam estruturas mediadoras de processos de empoderamento que sejam facilitadores da re-significação dos espaços e relações sociais, possibilitando experiências de participação efetiva, de revisão de papéis e de sentidos na produção da vida quotidiana.
A estratégia passa, assim, por despertar consciências e criar condições para que a mudança possa emergir e facilite a promoção de estruturas decisórias participativas (modelo de governação bottom-up), ação social coletiva, articulação em rede com outras pessoas e organizações, sustentada pelos pilares da cidadania, promovendo valores vinculados aos direitos humanos.Inevitavelmente será necessária uma mudança de cultura que pressupõe e exige um diálogo aberto entre os decisores políticos, as entidades de primeira linha e os cidadãos sobre o resultado pretendido, um diálogo profundo sobre os papéis que os cidadãos podem assumir e o apoio necessário para alcançá-lo.
Fazer parte deste grupo de trabalho permitiu-me perceber que mais 9 cidades estão empenhadas em criar uma estrutura colaborativa, que refletem sobre mentalidades, posturas e práticas profissionais e que apesar das diferenças culturais, estruturais, económicas e políticas, somos semelhantes no diagnóstico social. Esta troca/partilha de vivências, metodologias e aprendizagens transnacional enriquece o nosso trabalho a nível local.
Está assim aberto o caminho para cidades culturalmente diferentes, em que os serviços sociais públicos se “alimentam” das pessoas.
Eu acredito!

 

|Autoria: Daniela Teixeira, membro do grupo de suporte local de Amarante do Projeto Internacional "Change!".

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